Ele então sente seu nada, seu abandono, sua insuficiência, sua dependência, sua impotência, seu vazio. Imediatamente sairá do fundo da sua alma o tédio, o negrume, a tristeza, a aflição e o despeito...o desespero.
quarta-feira, 16 de junho de 2021
A insuportável companhia de si mesmo (para alguns)
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018
terça-feira, 11 de julho de 2017
Críticas. Você sabe quando ouvir e quando ignorar?

Um designer gráfico bastante conhecido e respeitado, uma vez criticou abertamente algo que escrevi e compartilhei. Ele poderia ter dado um feedback melhor, no entanto, sua única observação foi: "Este cara não entendeu".
O comentário doeu, mas também me fez questionar a intenção e a compreensão do designer sobre o que ele estava criticando.
"Esse cara não entendeu." Sobre o que ele estava
se referindo exatamente? Como posso começar aprender com esse o que ele disse? O
crítico não deu nenhuma resposta. Sua crítica foi dolorosa, ruidosa e inútil.
É claro que a crítica é importante: pode nos expor a
perspectivas que não conhecemos, descobrir falhas no nosso trabalho e nos
ajudar a identificar áreas para aprender e crescer. A crítica pode ser construtiva
e nos ajudar a criar uma imagem mais completa do que quer que estejamos
tentando fazer. Mas algumas críticas, apesar do tom desagradável, não terão
nenhum sentido real.
Algumas vezes devemos levar em conta as críticas e partir
pra uma investigação, mas em outros casos a melhor
coisa é ignorar. Isso vai te poupar tempo, evita dores de cabeça e cuida
da sua autoestima e pode te levar a um
lugar onde você está crescendo e produzindo um bom trabalho ao invés de ficar obcecado
com a busca impossível da perfeição.
Em seu livro "Antifragile" Nassim Nicholas Taleb
escreve:
"Quando você corre riscos, insultos vindos daqueles que não arriscam nada, são semelhantes aos grunhidos de alguns animais; você não pode se sentir insultado pelo latido de um cachorro ".
Na minha história do exemplo, este designer pode ter tido
alguns excelentes anos de experiência, mas se a única dica que ele pode dar
para um colega de profissão é: "você não entendeu", ele está
desperdiçando seu tempo. Ele não estava me ajudando, nem nenhum de seus
seguidores obedientes, apenas fazendo barulho como um cão desagradável.
Quando você recebe ou critica, é importante pensar: O que
vou dizer soma em alguma coisa e pode gerar benefícios, ou é uma crítica
destrutiva e uma reclamação?
Se eu tivesse ouvido a crítica - se eu tivesse guardado
aquilo em meu coração e acreditado que não tinha "entendido", se eu
tivesse feito alguma coisa por causa da crítica - eu não estaria melhor como
profissional. Nada mudaria. Eu não tinha a menor idéia nem qualquer pista, do
porque da crítica ser verdade. Qual foi o argumento? O que eu deveria ter feito
pra melhorar? Eu não teria aprendido nada se eu tivesse levado isso tão a
sério. Aquele comentário não tinha nada a me oferecer.
O ex-vice-presidente de design do Twitter, Mike Davidson,
escreveu recentemente sobre comentários inúteis:
"Você deve tratar suas críticas como investigações ou explorações e não conclusões".
Algumas vezes, a crítica que não nos ajuda a melhorar,
costuma vir de pessoas que querem ser ouvidas a todo custo e querem que todo
mundo concorde com elas, e em quase todas as vezes, o 'crítico' não entende bem
do assunto que está criticando.
É melhor ignorar críticas inúteis, você pode aprender
muito mais se continuar fazendo o trabalho e buscando experiência. Busque
conselhos de parceiros mais assertivos e que gostem de ver o crescimento das
pessoas.
Uma outra coisa importante que ajuda a identificar as
críticas inúteis é que geralmente, elas não mostram um caminho a seguir. Parece
mais uma reclamação que interrompe o trabalho deixando mais perguntas abertas do
que respostas práticas.
Saber ouvir e saber se expressar é fundamental para
construir ligação entre as pessoas e dessa maneira, construir um bom
relacionamento que pode gerar bons resultados, principalmente no trabalho.
(adaptado de texto escrito por Tanner Christensen)
quarta-feira, 30 de março de 2016
O consumidor ideal
(...) Se a maioria dos seres humanos começasse a desenvolver um exclusivo interesse pelas coisas da mente, o sistema industrial inteiro entraria em colapso de imediato. Com o fato concreto do maquinário moderno, não pode haver prosperidade industrial sem produção em massa. A produção em massa é impossível sem consumo em massa. Sendo as coisas como são, o consumo varia numa escala inversa em relação à intensidade da vida mental.
Um homem cujos exclusivos interesses são as coisas da mente ficará bastante feliz sentado quieto num quarto. Um homem que não tem nenhum interesse nas coisas da mente ficará entediado até a morte se tiver de sentar quieto num quarto.
Sem dispor de pensamentos com os quais distrair-se , ele precisa adquirir coisas para lhe ocupar o lugar; incapaz de uma viagem mental, ele precisa se mover com o corpo. Numa palavra, ele é o consumidor ideal, o consumidor em massa dos objetos e do transporte.
(...) Aqueles que se sentam quietos em quartos com nada exceto seus pensamentos e talvez um livro para diverti-los são representados como infelizes, ridículos e até mesmo imorais. A felicidade é produto do ruído, da companhia, do movimento e da posse de objetos. Quanto mais barulho você ouvir, quanto mais pessoas tiver ao seu redor, quanto mais rápido você se mover e mais objetos possuir, tão mais feliz você será - mais feliz, mais normal e virtuoso. No moderno estado industrial, eruditos sendo consumidores ruins, são maus cidadãos. Vida longa à estupidez e à ignorância!
Aldous Huxley
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
A arte sem sonho da indústria cultural
Como escrevem Theodor Adorno e Max Horkheimer, hoje, a obra de arte não transcende o mundo dado, é "arte sem sonho", e por isso mesmo é sono, ou seja, adormece a criatividade, a consciência, a sensibilidade, a imaginação, o pensamento e a crítica tanto do artista como do público.
Tudo é transformado em produto
O que se vê nos dias de hoje são pessoas sem identidade e por conta disso, acabam se identificando com o comum por falta de senso crítico, que por sua vez, é anulado pela mídia de massa onde tudo é tranformado em produto e descartado quando perde poder de gerar lucro.
Música e outras formas de arte são construídas como em uma linha de montagem e empurradas goela abaixo no povo. As tais "músicas" são feitas com fórmulas repetitivas com a certeza que cairão no gosto do povo.
A arte sem sonho
A arte que não vai além da realidade e se limita ao senso comum. O conteúdo dessas produções é composto por clichês e esteriótipos da sociedade para a qual foi produzido e não possibilita que o público saia do lugar comum.
Deste modo, a arte sem sonho não passa de um produto gerado em escala industrial pelas grandes indústrias do entreterimento que visam o lucro a todo custo, o que leva à clássica expressão: o cliente tem sempre razão.
O produto não pode ser nada além do que o "cliente" deseja, não pode incomodá-lo, nem gerar questionamentos internos que o tirem, por um momento que seja, de sua zona de conforto.
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