quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

A arte sem sonho da indústria cultural

A mídia ama o lucro


Como escrevem Theodor Adorno e Max Horkheimer, hoje, a obra de arte não transcende o mundo dado, é "arte sem sonho", e por isso mesmo é sono, ou seja, adormece a criatividade, a consciência, a sensibilidade, a imaginação, o pensamento e a crítica tanto do artista como do público.

Tudo é transformado em produto


O que se vê nos dias de hoje são pessoas sem identidade e por conta disso, acabam se identificando com o comum por falta de senso crítico, que por sua vez, é anulado pela mídia de massa onde tudo é tranformado em produto e descartado quando perde poder de gerar lucro.
Música e outras formas de arte são construídas como em uma linha de montagem e empurradas goela abaixo no povo. As tais "músicas" são feitas com fórmulas repetitivas com a certeza que cairão no gosto do povo.

A arte sem sonho


A arte que não vai além da realidade e se limita ao senso comum. O conteúdo dessas produções é composto por clichês e esteriótipos da sociedade para a qual foi produzido e não possibilita que o público saia do lugar comum.

Deste modo, a arte sem sonho não passa de um produto gerado em escala industrial pelas grandes indústrias do entreterimento que visam o lucro a todo custo, o que leva à clássica expressão: o cliente tem sempre razão.
O produto não pode ser nada além do que o "cliente" deseja, não pode incomodá-lo, nem gerar questionamentos internos que o tirem, por um momento que seja, de sua zona de conforto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário